O Irã enfrenta um momento decisivo após a morte do aiatolá Ali Khamenei em ataques aéreos em 28 de fevereiro. A Assembleia de Peritos, órgão responsável por escolher o próximo líder supremo do país, já alcançou um consenso majoritário sobre o sucessor, conforme declarado pelo membro da assembleia, aiatolá Mohammadmehdi Mirbaqeri.
Apesar do consenso, Mirbaqeri mencionou que ainda existem “alguns obstáculos” a serem superados. Dois clérigos seniores da assembleia, Mohsen Heidari Alekasir e Ahmad Alamolhoda, confirmaram que um sucessor já foi escolhido, com a responsabilidade de anunciar a decisão recaindo sobre aiatolá Hashem Hosseini Bushehri.
Reunião e Formalização da Decisão
A formalização da escolha pode ocorrer de maneira remota, uma vez que Heidari Alekasir destacou a impossibilidade de uma reunião presencial nas atuais circunstâncias. Ele alertou que qualquer ataque à assembleia beneficiaria os inimigos do Irã e prejudicaria a revolução.
Desde o início da guerra, ataques de Israel e Estados Unidos resultaram na morte de dezenas de autoridades iranianas, incluindo o líder supremo. A destruição de um prédio auxiliar da Assembleia de Peritos na cidade de Qom foi reportada pela mídia iraniana.
O Sucessor: Mojtaba Khamenei
Mojtaba Khamenei, de 56 anos, é um dos principais candidatos para suceder seu pai. Ele não estava em Teerã no momento da morte do aiatolá, mas é uma figura influente dentro da elite da Guarda Revolucionária do Irã. Apesar de nunca ter ocupado um cargo formal, sua influência nos bastidores e seu papel como intermediário do pai o colocam como um forte candidato.
A escolha do novo líder deve ser “odiada pelo inimigo”, conforme o conselho do falecido líder supremo. Essa afirmação se torna ainda mais relevante após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter declarado que Mojtaba seria uma escolha “inaceitável”. Trump sugeriu que deveria estar pessoalmente envolvido na escolha do próximo líder do Irã.
Opinião
A escolha do sucessor de Ali Khamenei representa não apenas uma transição de poder, mas também um reflexo das tensões geopolíticas que cercam o Irã em um momento crítico de sua história.






