Santa Catarina

Asbai alerta: Brasil não tem autoinjetor de adrenalina após apreensão da Anvisa

Asbai alerta: Brasil não tem autoinjetor de adrenalina após apreensão da Anvisa

A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) emitiu um alerta nesta segunda-feira, 7, informando que não existe nenhum dispositivo de adrenalina autoinjetável no Brasil que tenha sido aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A declaração é uma resposta à recente apreensão do autoinjetor de adrenalina Epipen, importado pela Farmácia Pague Menos, que não possui registro no órgão regulador.

A Anvisa destacou em comunicado que “medicamentos clandestinos não têm garantia de composição, origem, eficácia e segurança”. A apreensão do Epipen ocorreu na quinta-feira, 2, e levanta preocupações sobre os riscos associados ao uso de produtos não regulamentados.

A Asbai enfatiza que os medicamentos sem aprovação podem representar riscos graves, incluindo a possibilidade de produtos falsificados, soluções com dosagem inadequada, dispositivos com falhas mecânicas e substâncias contaminadas. O uso desses materiais pode levar a reações adversas severas, ineficácia em emergências e, em casos extremos, risco de óbito.

A anafilaxia, que é a reação alérgica mais grave, é uma condição para a qual a adrenalina é indicada. Sem tratamento adequado e rápido, a anafilaxia pode ser fatal. A Asbai alerta que essa condição pode ser desencadeada por medicamentos, alimentos, ferroadas de insetos e látex.

Pacientes em risco de anafilaxia devem seguir rigorosamente o plano de emergência elaborado por um médico alergista-imunologista. Além disso, é aconselhável que busquem orientações sobre os trâmites legais para a importação do medicamento, uma vez que não há alternativas disponíveis no país.

Opinião

A ausência de autoinjetores de adrenalina no Brasil é uma questão alarmante que exige atenção imediata das autoridades de saúde para garantir a segurança dos pacientes em risco de anafilaxia.