A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) reafirmou a segurança da vacina contra gripe em meio a uma nova onda de desinformação, especialmente com o início da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, que começou em 28 de março de 2026. A agência esclarece que as substâncias mencionadas em notícias falsas são usadas em doses seguras e são fundamentais para a eficácia do imunizante.
Desmistificando os componentes da vacina
Um dos principais pontos de confusão gira em torno do uso do Timerosal, um conservante que contém mercúrio. A Anvisa esclarece que a quantidade de Timerosal na vacina é ínfima e que estudos demonstram que sua formulação específica é eliminada rapidamente pelo corpo, sem riscos ao sistema nervoso ou aos rins.
Outro componente mencionado é o Octoxynol-10, um detergente usado na fabricação da vacina. Boatos afirmam que ele causaria doenças autoimunes ou câncer, mas a Anvisa afirma que essa informação não possui base científica. O Octoxynol-10 é essencial para garantir que o vírus seja inativado durante o processo de fabricação.
Além disso, o formaldeído, frequentemente citado em comparações enganosas com o “formol” utilizado em salões de beleza, é produzido naturalmente pelo corpo humano. A Anvisa explica que a concentração de formaldeído no sangue de um bebê é maior do que a encontrada em qualquer vacina e que, nas vacinas, ele é usado em doses residuais mínimas apenas para inativar o vírus.
Importância da vacinação
A Anvisa destaca que a vacinação é essencial para reduzir internações e mortes, especialmente entre grupos vulneráveis, como idosos, crianças e gestantes. A agência monitora continuamente a segurança das vacinas e ressalta que o verdadeiro risco está nas complicações da gripe, que podem evoluir para pneumonia e óbito.
Opinião
A desinformação sobre vacinas é um desafio constante e a atuação da Anvisa em esclarecer esses pontos é crucial para proteger a saúde pública.





