Na esteira do anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas adicionais contra oito países europeus devido à disputa sobre a Groenlândia, o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, afirmou que a União Europeia será “muito firme” na defesa do direito internacional dos territórios, especialmente de seus membros.
“A UE vai ser sempre muito firme na defesa do direito internacional, seja onde for – claro, principalmente nos territórios dos Estados-membros da UE. Por ora, estou coordenando uma resposta conjunta dos Estados-membros da UE sobre esse tema”, declarou Costa à imprensa após a cerimônia de assinatura do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, realizada no dia 17 de outubro.
Defesa do Direito Internacional
Como exemplos de defesa do direito internacional, Costa citou as ações contra a invasão da Ucrânia pela Rússia e a situação na Venezuela. Ele enfatizou a importância de reagir para defender a integridade territorial e a soberania da Ucrânia, afirmando: “É importante defender o direito internacional, seja onde for: se a Rússia invade a Ucrânia, temos que reagir para defender a integridade territorial e a soberania da Ucrânia”.
Acordo com o Mercosul
Costa também destacou que a assinatura do acordo de livre comércio entre Mercosul e UE representa uma mensagem de menos “guerra”, e mais “paz” e “cooperação” no mundo. “Enviamos aqui uma mensagem muito clara para o mundo. O que é necessário hoje é menos conflito e mais paz, menos conflito entre países e mais cooperação”, afirmou.
Impacto nas Exportações
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, participou da coletiva de imprensa após a assinatura do acordo e destacou que as estimativas dos técnicos do bloco indicam que, até 2040, as exportações do Mercosul para a União Europeia devem crescer em até 9 bilhões de euros.
Opinião
A resposta firme da UE às tarifas de Trump reflete a necessidade de proteção do direito internacional em um cenário global cada vez mais desafiador.





