Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal (PF), apresentou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, dados do celular de Daniel Vorcaro, CEO do Banco Master, que incluem menções ao ministro Dias Toffoli. O ministro, que é relator do caso Master no STF, informou que tratará do tema com Fachin.
Essas informações podem levar a um pedido de suspeição do ministro, que está sendo baseado em ‘ilações’. No entanto, integrantes da PF negam que tenham feito tal pedido. O gabinete de Toffoli esclareceu que a corporação não tem legitimidade para solicitar a suspeição, já que não é parte no processo.
A defesa de Vorcaro expressou preocupação com o vazamento seletivo de informações, afirmando que isso gera constrangimentos e prejudica o direito de defesa. O respeito ao contraditório e ao devido processo legal é essencial para a correta apuração dos fatos.
Fraude no Banco Master
O caso Master já vinha causando desconforto em diversas autoridades, incluindo técnicos do Banco Central (BC) e membros da Procuradoria-Geral da República (PGR). O desconforto aumentou após Toffoli colocar sigilo na investigação e convocar uma acareação entre Vorcaro e outros envolvidos.
Recentemente, foi revelado que a fraude no Banco Master pode ter causado um rombo superior a R$ 5 bilhões. O inquérito criminal referente ao banco deve ser encerrado em breve, conforme afirmações de Rodrigues, que indicou que o inquérito deve ser concluído dentro do prazo de 60 dias estabelecido por Toffoli.
Possível desmembramento do caso
Toffoli, mesmo sob pressão, afirmou que não deixará a apuração, mas considera desmembrar o caso Master, mantendo apenas as investigações de autoridades com foro especial sob sua relatoria. Ele já começou a retirar do Supremo casos relacionados aos inquéritos do Master.
Opinião
A situação do caso Master destaca a complexidade das investigações e a necessidade de transparência para garantir a confiança no sistema judiciário.
