Cerca de um ano após o desmantelamento da chamada “quadrilha do narcopix”, o policial civil demitido, Anderson César dos Santos Gomes, foi condenado a 13 anos e 5 meses de reclusão. A condenação foi publicada no Diário da Justiça Eletrônica no dia 8 de janeiro de 2026 e é um desdobramento das investigações que revelaram a atuação de policiais no tráfico de drogas.
Desmantelamento da Quadrilha
A quadrilha foi desmantelada em setembro de 2023, resultando na apreensão de R$ 40 milhões em drogas. Anderson Gomes, que atuava como motorista da viatura da polícia, foi apontado como peça fundamental no transporte de entorpecentes até um entreposto em Campo Grande. Ele e seu colega, Hugo Cesar Benites, foram investigados na segunda fase da Operação Snow, que revelou um esquema complexo de tráfico.
Condenações e Investigações
Hugo Cesar Benites já havia sido condenado em setembro de 2025, também a 13 anos e 5 meses, após ser flagrado descarregando drogas. A investigação detalhou o patrimônio incompatível de Anderson, que possuía uma mansão avaliada em R$ 2 milhões e veículos de luxo, enquanto sua remuneração mensal era de R$ 9 mil. O inquérito indicou que seu estilo de vida era fruto de atividades ilícitas.
Modus Operandi da Quadrilha
A Operação Snow revelou que a quadrilha utilizava uma extensa rede logística para transportar drogas da fronteira com o Paraguai até São Paulo. O grupo, liderado por Joesley da Rosa, utilizava caminhões frigoríficos para ocultar as cargas ilícitas, dificultando a fiscalização policial. A investigação culminou na prisão de vários membros, com penas que somavam 145 anos até 2025.
Opinião
A condenação de Anderson Gomes marca um importante passo na luta contra a corrupção policial e o tráfico de drogas, ressaltando a necessidade de vigilância constante sobre as forças de segurança.
