A Amazon anunciou nesta quarta-feira, 28 de janeiro, a demissão de aproximadamente 16 mil funcionários de sua estrutura corporativa. Este corte ocorre às vésperas da divulgação dos resultados financeiros do quarto trimestre, repetindo a estratégia adotada pela empresa em outubro, quando 14 mil colaboradores foram desligados apenas dois dias antes de revelar os números do terceiro trimestre.
Motivos e Impactos das Demissões
A vice-presidente sênior de Experiência de Pessoas e Tecnologia, Beth Galetti, justificou as demissões como uma medida para “reduzir camadas e aumentar a responsabilidade” na empresa. Ela destacou a necessidade de investir nas “maiores apostas” da companhia, especialmente em inteligência artificial.
O impacto financeiro dessas demissões já se faz sentir. No terceiro trimestre de 2025, a Amazon reportou um custo de rescisão de US$ 1,8 bilhão, que afetou diretamente o lucro operacional de US$ 17,4 bilhões. Sem esses encargos, o lucro teria alcançado US$ 21,7 bilhões, indicando que a reestruturação pode tornar a operação mais lucrativa a longo prazo.
Reação Interna e Oportunidades
As demissões foram anunciadas após um deslize interno, quando um e-mail enviado por engano a funcionários da Amazon Web Services (AWS) mencionou “mudanças organizacionais” e um projeto misterioso, gerando apreensão antes da confirmação pública. Os funcionários afetados terão 90 dias para buscar novas posições internamente, além de receber suporte de transição e verbas rescisórias caso não consigam se realocar.
Crescimento da AWS e Foco em IA
Enquanto realiza cortes na força de trabalho, a Amazon continua a apostar em áreas estratégicas como a AWS, que registrou um crescimento de 20% no último trimestre, com vendas de US$ 33 bilhões. O CEO Andy Jassy tem enfatizado o papel da inteligência artificial na transformação da empresa, destacando que a demanda por melhorias significativas tem impulsionado o crescimento em todos os setores da Amazon.
Opinião
A recente onda de demissões na Amazon reflete uma estratégia de reestruturação que, embora dolorosa, busca otimizar a operação e direcionar investimentos para áreas em crescimento, como a inteligência artificial e a nuvem.
