Política

Alexandre de Moraes decreta prisão de contador por vazamento de dados fiscais

Alexandre de Moraes decreta prisão de contador por vazamento de dados fiscais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou a prisão do contador Washington Travassos de Azevedo sob suspeita de envolvimento em uma operação ilegal para acessar dados fiscais de parentes de ministros da Corte, além de outras autoridades. A informação foi inicialmente divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão.

A prisão foi ordenada no dia 13 de março de 2026, após um pedido formal da Polícia Federal, que também contou com o apoio da Procuradoria Geral da República (PGR). Moraes destacou que Azevedo teria acessado dados fiscais de 1.819 contribuintes, incluindo familiares de diversas personalidades públicas, como ministros do STF e do TCU, deputados federais e empresários.

Detenção e Confissão

A prisão de Washington Travassos de Azevedo ocorreu no dia 14 de março, e a audiência de custódia foi realizada no mesmo dia. Segundo informações, o contador admitiu ter obtido os dados de forma irregular e atuava como intermediário entre quem buscava as informações e quem oferecia o serviço ilegal.

Dados Fiscais de Autoridades

Entre os dados acessados, estariam informações fiscais da advogada Viviane de Moraes, esposa do ministro, que está no centro de uma crise no STF devido à divulgação de seu contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, atualmente sob investigação por fraudes financeiras. Especialistas consultados pelo Estadão consideraram o valor do contrato incompatível com os padrões de mercado.

Investigação em Andamento

Em fevereiro, o STF havia determinado à Polícia Federal a execução de mandados de busca e apreensão em várias localidades, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, para investigar vazamentos de dados de ministros e seus familiares. A Receita Federal já havia identificado a quebra de sigilo fiscal da esposa de Moraes.

Opinião

A prisão de Washington Travassos de Azevedo levanta questões importantes sobre a proteção de dados e a integridade do sistema judicial, evidenciando a necessidade de rigor nas investigações sobre vazamentos de informações sigilosas.