O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta terça-feira (24) prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada em resposta ao pedido da defesa, que argumentou que Bolsonaro não tem condições de retornar à prisão devido ao agravamento de sua saúde.
Bolsonaro está internado no Hospital DF Star, em Brasília, tratando um quadro de pneumonia bacteriana desde o dia 13 de outubro. A prisão domiciliar terá um prazo inicial de 90 dias, e a manutenção do benefício será reavaliada após esse período, podendo o ministro solicitar nova perícia médica.
Condições da prisão domiciliar
Segundo a decisão de Moraes, o ex-presidente deverá ser monitorado por meio de uma tornozeleira eletrônica. Além disso, está proibido de receber visitas, exceto de seus filhos, médicos e advogados. O uso de celular e o acesso a redes sociais estão vedados, incluindo a gravação de vídeos.
Proibições e segurança
Outra determinação importante é a proibição de acampamentos a um raio de 1km da residência de Bolsonaro, localizada no Condomínio Solar de Brasília. Moraes justificou essa medida para evitar qualquer ato que possa comprometer a integridade da prisão domiciliar.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela sua participação na trama golpista. Ele estava cumprindo pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha.
Saúde e recuperação
Na decisão, Moraes destacou que, apesar de a Papudinha oferecer atendimento médico adequado, é mais apropriado que Bolsonaro se recupere em casa, considerando suas condições de saúde e a idade de 71 anos. O ministro ressaltou que o ambiente domiciliar é mais indicado para preservar a saúde do ex-presidente.
Opinião
A decisão de Alexandre de Moraes reflete a complexidade das questões de saúde e justiça, gerando debates sobre as condições de prisão e os direitos dos condenados.





