O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, se entregou à polícia na tarde de terça-feira após o assassinato do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos. O crime ocorreu na casa que ainda era considerada residência de Bernal, onde ele, armado, disparou contra Mazzini.
As imagens das câmeras de segurança que poderiam esclarecer os eventos do dia do crime não foram juntadas ao processo, mesmo após mais de 48 horas do ocorrido. Segundo os advogados de defesa, Bernal é o principal interessado nessas gravações, pois acredita que elas provarão que agiu em legítima defesa.
Imagens e investigação
Na quarta-feira, durante a audiência de custódia, o juiz decidiu que Bernal permaneceria preso. A defesa ainda não protocolou um pedido de habeas corpus, pois as imagens não foram disponibilizadas. O advogado Ovaldo Mezza afirmou que as imagens ainda não foram juntadas ao processo, levantando dúvidas sobre se estão com a polícia ou se a empresa responsável pela monitorização das câmeras ainda não as forneceu.
Os advogados de Bernal alegam que as imagens são fundamentais para esclarecer se ele realmente agiu em legítima defesa. O chaveiro que acompanhava Mazzini informou que viu apenas um disparo, enquanto Bernal afirma ter disparado duas vezes em resposta a uma ameaça.
Contexto do crime
Roberto Carlos Mazzini arrematou a casa de Bernal em um leilão da Caixa Econômica Federal por cerca de R$ 2,4 milhões em novembro do ano passado. O ex-prefeito, que foi cassado em março de 2014 e retornou ao cargo em agosto de 2015, estava no local para tomar posse do imóvel quando o incidente ocorreu. A presença do chaveiro, que foi alertado por uma empresa de monitoramento, desencadeou a tragédia.
Opinião
A situação é alarmante e levanta questões sobre a segurança e a responsabilidade na posse de armas, especialmente em contextos de conflito como este.





