Economia

Agnaldo Lima denuncia Nelson Tanure por gestão desastrosa na Ligga Telecom

Agnaldo Lima denuncia Nelson Tanure por gestão desastrosa na Ligga Telecom

O sócio minoritário da Ligga Telecom, Agnaldo Bastos Lima, fez sérias acusações contra o controlador da empresa, Nelson Tanure, afirmando que sua gestão tem sido marcada por “fatos graves” que indicam uma condução desastrosa dos negócios. Essa declaração surge em meio a investigações da Polícia Federal (PF) na Operação Compliance Zero, que investiga possíveis ligações de Tanure com o ex-dono do falido Banco Master, Daniel Vorcaro.

Irregularidades financeiras e investimentos questionáveis

Na notificação extrajudicial enviada em 29 de janeiro de 2026, Lima destaca que mais de R$ 1 bilhão levantado em debêntures pela Ligga não foi destinado a melhorias na infraestrutura, como deveria. Em vez disso, uma parte significativa desse valor teria sido aplicada no Banco Master, que está em processo de liquidação. Este fato levanta preocupações sobre desvio de finalidade e possíveis impactos negativos para investidores e credores.

Conflito de interesses e falta de transparência

A Ligga Telecom, que foi adquirida por R$ 2,4 bilhões em novembro de 2020, está atualmente em negociações para sua venda para a Brasil Tecpar. Lima, que detém 4,12% das ações, alega que não recebeu informações adequadas sobre o processo de venda, o que contraria o acordo de acionistas. Ele afirma que a falta de transparência tem sido uma constante e que sua participação tem sido ignorada.

Prazo e possíveis ações judiciais

No documento, Lima estabelece um prazo de cinco dias para que Tanure e a Ligga respondam às suas alegações, deixando claro que está aberto a medidas judiciais e regulatórias caso as irregularidades não sejam resolvidas. A SR22 Administradora, da qual Lima é o único acionista e que detém 4,13% das ações da Ligga, tem sido apontada como vítima de desinformação no processo de venda.

Opinião

A situação na Ligga Telecom traz à tona questões sérias sobre governança corporativa e a necessidade de maior transparência em processos de aquisição e investimento, especialmente em um setor tão crucial como o de telecomunicações.