Aprovação do Acordo UE-Mercosul
No dia 09 de janeiro de 2026, o bloco europeu aprovou o acordo UE-Mercosul, que promete abrir as portas do maior mercado consumidor do mundo para produtos brasileiros. Este pacto representa uma oportunidade significativa para o agronegócio, especialmente para os setores de café, frutas e sucos, que terão acesso facilitado a 450 milhões de consumidores.
Desafios para Setores Específicos
No entanto, a vitória do agronegócio brasileiro vem com ressalvas. Produtores de laticínios e bebidas enfrentarão uma concorrência direta de produtos europeus que recebem subsídios, o que pode dificultar a competitividade desses setores. Além disso, o acordo estabelece cotas limitadas para a exportação de carne bovina, com uma cota de 99 mil toneladas, e prevê a possibilidade de a União Europeia aumentar tarifas em caso de prejuízos a seus produtores.
Impacto nas Exportações Brasileiras
Em 2025, o Brasil já havia exportado US$ 25,2 bilhões em produtos para a União Europeia, consolidando o bloco como o segundo principal destino das exportações agrícolas brasileiras. O acordo, se implementado, criará a maior zona de livre comércio do mundo, abrangendo 722 milhões de consumidores e um PIB de US$ 22 trilhões.
Condições e Tarifas
Enquanto o acordo promete benefícios, ele também impõe limites para setores como carne, açúcar e etanol. A União Europeia se comprometeu a liberalizar 77% das tarifas, mas setores sensíveis terão suas exportações sujeitas a cotas. Por exemplo, a carne bovina terá uma tarifa interna de 7,5% e uma cota específica, enquanto o açúcar e o etanol também terão condições de isenção e tarifas reduzidas.
Perspectivas Futuras
O acordo ainda precisa da aprovação do Parlamento Europeu, que deve se pronunciar em breve. A expectativa é que, com a assinatura oficial, novas oportunidades se abram para empresas de ambos os lados, mas a implementação das medidas será gradual e afetará cada segmento do agronegócio de maneira diferente.
Opinião
Embora o acordo represente um avanço significativo para o agronegócio brasileiro, é fundamental que estratégias sejam desenvolvidas para mitigar os impactos negativos e garantir a competitividade dos setores mais vulneráveis.
