Economia

Acionistas da Tupy rejeitam proposta da Charles River e mantêm conselho intacto

Acionistas da Tupy rejeitam proposta da Charles River e mantêm conselho intacto

Os acionistas da Tupy rejeitaram a proposta da gestora Charles River para alteração do estatuto social da companhia, que incluía “requisitos mínimos de elegibilidade” para conselheiros e diretores. A reunião, realizada em 13 de outubro de 2023, contou com acionistas representando 75,74% do capital votante.

A proposta foi amplamente rejeitada, com destaque para os votos contrários da Previ e do BNDES. A Previ manifestou a necessidade de uma avaliação técnica e institucional prévia sobre as matérias a serem submetidas à assembleia de acionistas, enfatizando que tal análise é crucial para a compatibilidade da proposta com o modelo de governança da companhia.

Após a realização dessa avaliação, a Previ recomendou que as alterações fossem novamente apresentadas à assembleia de acionistas ao longo de 2026. Além disso, uma proposta alternativa da Charles River para adiar a discussão por 30 dias também foi rejeitada, acompanhada de protesto formal.

Decisões da Assembleia

Com as mudanças estatutárias descartadas, os acionistas da Tupy decidiram que o conselho de administração continuará com nove membros. Durante a assembleia, foi eleito o ministro da Defesa José Múcio Monteiro Filho como novo membro do conselho. Os demais eleitos incluem Jaime Luiz Kalsing, José Rubens de La Rosa, Márcio Antônio Chiumento, Mauro Rodrigues da Cunha, Paula Regina Goto, Sergio Foldes Guimarães, Vinicius Marques de Carvalho e Wagner de Sousa Nascimento, todos considerados independentes segundo o regulamento do Novo Mercado.

Chiumento e Kalsing foram escolhidos como presidente e vice-presidente do colegiado, respectivamente.

Opinião

A decisão dos acionistas da Tupy reflete uma preocupação com a governança e a continuidade da estrutura atual, evidenciando a resistência a mudanças sem uma avaliação adequada.