O desembargador Dorival Renato Pavan assumiu interinamente a chefia do governo de Mato Grosso do Sul neste domingo, 1º de outubro. Essa mudança ocorre devido à licença solicitada pelo governador Eduardo Riedel até 6 de outubro, após sua reeleição no primeiro turno das eleições de 2026.
Riedel, do PP, e o vice-governador Barbosinha, do Republicanos, pediram afastamento para descansar após as eleições. Ambos comunicaram a licença em um ofício à Assembleia Legislativa, onde Riedel mencionou que planejava deixar o estado, e possivelmente o Brasil, durante este período.
Com a ausência do governador e do vice, a responsabilidade de assumir o governo recaiu sobre o presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro, que também se ausentou para compromissos de agenda. Assim, coube a Pavan, presidente do TJ-MS, a tarefa de liderar o estado temporariamente.
Pavan afirmou que não irá promover mudanças nas políticas públicas durante sua gestão interina. “Não haverá, portanto, qualquer propósito de promover inovações administrativas, alterações nas políticas públicas ou intervenções que possam afetar o plano de governo e a execução orçamentária em curso”, garantiu o desembargador.
Vale lembrar que esta é a quarta vez desde abril de 2002 que um presidente do TJ-MS assume o governo de Mato Grosso do Sul temporariamente. Em um vídeo, Riedel desejou sorte a Pavan e expressou confiança na condução do estado durante sua ausência.
Opinião
A situação levanta questionamentos sobre a governabilidade em momentos de licença, especialmente com a ausência de líderes chave como Riedel e Barbosinha.





