O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma comitiva de ministros ao Mato Grosso do Sul para tratar das denúncias de violência contra comunidades indígenas após o segundo turno das eleições. A ministra dos Direitos Humanos, Janine Mello, informou que foram identificados 189 casos de violência, muitos relacionados ao assédio eleitoral no ambiente de trabalho.
Coletiva em Dourados
A coletiva realizada em Dourados (MS) no dia 31 destacou que parte das denúncias já está sendo investigada pelos órgãos competentes. A força-tarefa montada pelo governo permanecerá ativa “pelo tempo que for necessário”, conforme afirmou Janine Mello. Ela expressou a esperança de que a situação se resolva rapidamente, mas garantiu que a vigilância será mantida.
Visitas às Aldeias
Durante a visita, Janine Mello e o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, estiveram nas Aldeias Taquapery, em Coronel Sapucaia (MS), e Sassoró, em Tacuru (MS), para ouvir os relatos das comunidades afetadas. Eloy Terena enfatizou que “não vamos permitir que nenhuma violência ou ameaça contra comunidades indígenas seja desconsiderada”.
Força Nacional e Segurança
O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, se reuniu com as forças de segurança pública e afirmou que a Força Nacional permanecerá no Estado “o tempo que for necessário” para apurar os casos. Ele garantiu que o efetivo atual está “dando conta” e que o governo federal planeja ampliar o número de atuantes, assegurando à comunidade que a vigilância será constante.
Opinião
A presença dos ministros no Mato Grosso do Sul reflete a urgência em lidar com a violência contra comunidades indígenas, um tema que exige atenção e ação efetiva do governo.





