A Intelbras decidiu demitir o funcionário Caio Anjo Fernandes devido a uma postagem controversa sobre as filhas do senador Flávio Bolsonaro, de 12 e 14 anos. A decisão foi comunicada em 29 de outubro de 2026, e a empresa reafirmou seu compromisso com a ética e o respeito em seu Código de Ética e Conduta.
A polêmica começou quando Caio republicou uma mensagem de solidariedade às filhas de Flávio, mas adicionou um comentário que fazia alusão ao ‘Protocolo Romanov’, referindo-se ao assassinato da família imperial russa. O post original, feito pelo psicanalista Jorge Lopes Cançado, expressava preocupação com as crianças diante da situação política, destacando que elas não escolheram estar no centro da disputa.
Caio, que estava na Intelbras há mais de três anos e se formou em Sistemas de Informação na Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), havia passado de estagiário a assistente de desenvolvimento de produto. Seu histórico profissional foi abruptamente encerrado após a republicação de uma mensagem violenta, onde ele mencionou uma ‘guilhotina’ em relação à família Bolsonaro.
A repercussão da demissão e as circunstâncias que levaram a ela levantam questões sobre liberdade de expressão e o impacto das redes sociais na vida profissional. A conta de Caio no X não está mais disponível, e ele ainda não se manifestou publicamente desde o ocorrido.
Opinião
A demissão de Caio Anjo Fernandes pela Intelbras destaca a tensão entre liberdade de expressão e responsabilidade nas redes sociais, especialmente em tempos de polarização política.





