O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgaram, nesta quinta-feira (29/10), o Caderno de Biocombustíveis e Combustíveis Sintéticos do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2036. O estudo projeta investimentos de R$ 142 bilhões no setor entre 2027 e 2036, destacando o crescimento da demanda por biodiesel e etanol.
Demanda e oferta de biocombustíveis
A demanda mandatória de biodiesel deverá alcançar 12,7 bilhões de litros em 2036, enquanto a demanda total pode chegar a 14,7 bilhões de litros no mesmo ano. Por outro lado, a oferta de etanol deve crescer 2,5% ao ano, aumentando de 41,6 bilhões para 53,1 bilhões de litros.
Produção de etanol de segunda geração e SAF
A produção de etanol de segunda geração (E2G) deverá atingir 600 milhões de litros em 2036. Além disso, a produção de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) está projetada para alcançar 3,6 bilhões de litros até 2036, contribuindo para a redução das emissões de carbono.
Consulta Pública e inovações no setor
A Consulta Pública do PDE 2036 está aberta até 6 de novembro de 2026, permitindo que interessados enviem contribuições para o aprimoramento do planejamento energético nacional. O caderno também analisa inovações como a captura e armazenamento de carbono biogênico (BECCS) e o potencial do hidrogênio de baixo carbono.
Opinião
Os investimentos projetados incluem R$ 39 bilhões para SAF e diesel verde, R$ 31,1 bilhões para biometano, e R$ 25,3 bilhões para etanol de milho. O PDE é um dos principais instrumentos de planejamento energético do Brasil, apresentando perspectivas para a evolução da oferta e demanda de energia.
Opinião
A crescente demanda por biocombustíveis reflete a necessidade urgente de transição energética, e os investimentos planejados são fundamentais para garantir um futuro sustentável.





