O ex-banqueiro Daniel Vorcaro prestou depoimento à Polícia Federal (PF) no dia 15 de outubro, onde negou ter cometido fraudes bancárias na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB). A oitiva ocorreu antes de Vorcaro e mais 14 investigados serem indiciados pela PF no inquérito da primeira fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes nas operações do Master. Os indiciamentos foram concluídos no dia 28 de outubro.
No depoimento, o ex-banqueiro declarou à delegada Janaína Palazzo que não há provas contra ele e defendeu o arquivamento da investigação. “Arquive esse processo, porque não tem prova nenhuma, não tem prova de fraude, porque não tem prejuízo. Faça-se uma perícia”, solicitou Vorcaro.
Indiciamento e Prejuízo
O indiciamento de Vorcaro se baseou em sua “participação pessoal, reiterada e diretiva” nas operações com carteiras de créditos irregulares do Banco Master, que causaram prejuízos ao BRB. A PF apurou um prejuízo de aproximadamente R$ 2,7 bilhões, resultado de carteiras de créditos inexistentes em nome da empresa Tirreno, que, segundo a investigação, era de fachada.
Após o indiciamento, a defesa de Vorcaro afirmou que as operações do BRB com a Tirreno não causaram prejuízo ao banco público, alegando que as carteiras foram substituídas por outros ativos, resultando em ganhos para o BRB. “Nenhuma perícia oficial apurou qualquer prejuízo”, reforçou a defesa.
Pedido de Liberdade e Confiança
Vorcaro, que está preso desde março de 2023 no presídio da Papudinha, no Distrito Federal, pediu para ser solto, argumentando que sua família está em dificuldade devido à sua detenção. “Estou pedindo um voto de confiança”, disse ele à delegada, ressaltando que não cometeu irregularidades e que atuou de boa-fé para resolver um “problema”.
Opinião
A situação de Vorcaro levanta questões sobre a complexidade das investigações financeiras e a necessidade de uma análise minuciosa para evitar injustiças.





