José Luiz Tejon, um dos principais especialistas em marketing do agronegócio, afirma que o cooperativismo é “o invento mais civilizatório da humanidade”. Em uma recente entrevista, ele destacou a importância desse modelo para a organização social e econômica no Brasil.
O impacto do cooperativismo no Brasil
Atualmente, o Brasil conta com cerca de 4,4 mil cooperativas em atividade, envolvendo 29,02 milhões de cooperados. Essas cooperativas geram 613.375 empregos diretos e acumulam R$ 848,37 bilhões em ingressos, além de possuírem R$ 1,60 trilhão em ativos. No setor agrícola, as cooperativas reúnem aproximadamente 1,2 milhão de famílias e são responsáveis por cerca de 55% da produção brasileira.
Desafios do cooperativismo
Tejon alerta que, embora o cooperativismo tenha se mostrado eficaz, algumas cooperativas enfrentam crises devido a erros de gestão e liderança. Ele enfatiza que é necessário pensar a longo prazo e manter a ética nas decisões para garantir a sustentabilidade do modelo.
A importância da educação para a cooperação
O especialista também defende que a educação para a cooperação deve começar desde a infância, preparando as novas gerações para assumir responsabilidades e se envolver no desenvolvimento de suas comunidades. Ele acredita que, sem cooperação, o sucesso é inviável.
O futuro do cooperativismo no Brasil
Tejon observa que o Brasil tem cerca de 5,5 milhões de produtores, dos quais aproximadamente 4,5 milhões estão fora do mercado e da ciência. Ele ressalta que o cooperativismo pode ser uma solução para integrar esses produtores e fortalecer a produção agrícola do país.
Opinião
A visão de José Luiz Tejon sobre o cooperativismo traz à tona a necessidade de um modelo colaborativo para enfrentar os desafios econômicos e sociais do Brasil. O futuro do cooperativismo depende da participação ativa de seus membros e da ética nas lideranças.





