Economia

Lula e Dario Durigan enfrentam crise: Dívida Pública cresce e estatais acumulam rombo

Lula e Dario Durigan enfrentam crise: Dívida Pública cresce e estatais acumulam rombo

A Dívida Pública Federal atingiu R$ 9,38 trilhões em setembro de 2026, representando um aumento de 0,97% em relação ao mês anterior, quando era de R$ 9,29 trilhões. O crescimento do estoque se deve, principalmente, à incorporação de juros, que somou R$ 89,46 bilhões ao endividamento, conforme os dados do Relatório Mensal da Dívida divulgado pelo Tesouro Nacional.

Esse aumento da dívida ocorre em um contexto de crescimento do déficit das estatais federais, que acumularam um rombo de R$ 8,5 bilhões entre janeiro e setembro de 2026. Este valor é o pior resultado desde o início da série histórica do Banco Central em 2002 e supera o déficit recorde anterior de R$ 6,73 bilhões, registrado em 2024.

Pressão dos Juros e Emissões de Títulos

As emissões de títulos públicos totalizaram R$ 189,44 bilhões em setembro, enquanto os resgates foram de R$ 188,67 bilhões, resultando em uma emissão líquida de R$ 760 milhões. O custo médio da dívida federal subiu para 12,63% ao ano, refletindo a pressão dos juros sobre o endividamento. Além disso, a parcela da dívida com vencimento nos próximos 12 meses aumentou de 16,39% para 19,95%, indicando um maior desafio para o Tesouro.

Dívida Bruta e Superávit do Governo Central

A Dívida Bruta do Governo Geral permaneceu estável em 82,9% do PIB, equivalente a R$ 11,1 trilhões. Apesar da estabilidade, houve um aumento de 4,3 pontos percentuais do PIB em 2026. O setor público consolidado registrou um déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro, melhorando em relação ao saldo negativo de R$ 17,5 bilhões do mesmo mês de 2025. O governo central registrou um superávit de R$ 3,5 bilhões, enquanto estados e municípios enfrentaram um déficit de R$ 5,6 bilhões.

Rombo das Estatais e Empresas Envolvidas

O rombo de R$ 8,5 bilhões das estatais federais entre janeiro e setembro de 2026 supera o resultado negativo de R$ 6,3 bilhões do mesmo período de 2025. As estatais consideradas incluem Correios, Infraero, Serpro, Dataprev e Casa da Moeda, mas não contemplam a Petrobras e Eletrobras.

Opinião

A crescente dívida pública e os rombos das estatais refletem um cenário econômico desafiador que o governo de Lula e o ministro Dario Durigan precisarão enfrentar com urgência.