A Vale fechou o terceiro trimestre de 2026 com um lucro líquido de US$ 1,255 bilhões, representando uma queda de 53% em comparação com o mesmo período de 2025. Apesar desse resultado negativo, a receita líquida da empresa entre julho e setembro foi de US$ 10,599 bilhões, uma alta de 2% em relação ao ano anterior.
Desempenho financeiro e produção
O Ebitda da companhia, que mede o desempenho operacional, ficou em US$ 3,327 bilhões, apresentando uma queda de 24% em relação ao terceiro trimestre de 2025. Em termos de moeda local, o lucro líquido caiu 56%, totalizando R$ 6,436 bilhões, enquanto a receita líquida foi de R$ 54,462 bilhões, um recuo de 4%.
A dívida líquida expandida no terceiro trimestre foi de US$ 16,413 bilhões, com uma baixa anual de 1%. O custo caixa C1 para as operações de minério de ferro subiu 12%, alcançando US$ 23,1 por tonelada.
Produção de minério e níquel
A produção de minério de ferro foi de 88,354 milhões de toneladas, uma queda de 6% em relação ao mesmo período do ano passado. Em contrapartida, a produção de níquel alcançou 49,7 mil toneladas métricas, com um aumento de 6% na comparação anual.
O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, destacou que a estratégia de frete e o programa de hedge foram fundamentais para proteger as margens em um ambiente de mercado desafiador. Ele também mencionou que o início das operações do projeto Serra Sul e o comissionamento do britador de compactos devem melhorar ainda mais o desempenho da companhia.
Opinião
A queda significativa no lucro da Vale levanta preocupações sobre a sustentabilidade financeira da empresa, especialmente em um cenário de custos crescentes e desafios na produção.





