O Ministério da Saúde anunciou a disponibilização do teste molecular DNA-HPV para detecção precoce do câncer do colo do útero em 26 estados do Brasil. Este rastreamento, que já contabiliza 153 mil exames realizados, permite identificar infecções associadas à doença antes do surgimento de lesões, reforçando a importância da prevenção.
A implementação do teste está sendo feita de forma gradual, com 93 mil amostras processadas apenas em 2026. Dessas, 9.904 resultados foram positivos para HPV de alto risco, o que está diretamente associado ao desenvolvimento do câncer do colo do útero. O exame é capaz de identificar a presença dos tipos 16 e 18 do vírus, que apresentam maior risco de evolução para a doença.
Acesso ao teste e coleta
A coleta para o teste é realizada em Unidades Básicas de Saúde (UBS) por profissionais de saúde, e em algumas situações, pode ser feita por autocoleta, aumentando o acesso das mulheres ao rastreamento. Todas as unidades da federação, exceto o Espírito Santo, já iniciaram a realização dos exames, com o estado capixaba aguardando a conclusão das etapas de organização local.
Capacitação e cobertura vacinal
O Ministério da Saúde também está promovendo capacitações para profissionais de saúde em parceria com estados e municípios, preparando-os para a implementação da nova estratégia. Além disso, o Brasil alcançou uma cobertura vacinal contra HPV de 87% entre meninas e 74% entre meninos em 2025, superando a média mundial.
Estimativas de câncer do colo do útero
Estima-se que o Brasil registre cerca de 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano entre 2026 e 2028. O diagnóstico precoce é crucial, pois as chances de cura podem chegar a 100% se a doença for identificada em estágios iniciais.
Opinião
A implementação do teste molecular representa um avanço significativo na luta contra o câncer do colo do útero, mas é fundamental que todos os estados, especialmente o Espírito Santo, finalizem as etapas necessárias para garantir o acesso a essa importante ferramenta de diagnóstico.





