O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou o processo eleitoral brasileiro em uma coletiva de imprensa realizada no dia 26 de setembro. Trump levantou dúvidas sobre a prorrogação do horário de votação, ecoando as preocupações da campanha do candidato derrotado, Flávio Bolsonaro, que contabilizou 59,8 milhões de votos, enquanto Lula foi reeleito com mais de 64 milhões de votos.
Segundo Trump, a eleição “pareceu fraudada”, embora não tenha aprofundado suas alegações. Ele afirmou que a forma como a votação foi organizada, especialmente com a prorrogação do horário até as 19h, foi “muito estranha”. Questionado sobre a possibilidade de interferir nas eleições brasileiras, Trump se esquivou, afirmando que tem uma boa relação com Lula, mas que não governa o Brasil.
Reação de Alckmin
Em resposta às declarações de Trump, o vice-presidente reeleito Geraldo Alckmin classificou a opinião do presidente dos EUA como “equivocada” em uma entrevista à TV Vanguarda. Alckmin ressaltou que não se deve interferir na política de outro país, defendendo que o Brasil é um exemplo de democracia e segurança jurídica, com o povo decidindo por meio do voto.
Alckmin também mencionou que, apesar do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que dificultou a entrada de produtos brasileiros no mercado americano, o Brasil continuará a negociar com o país norte-americano e outros mercados, como Mercosul-União Europeia e Mercosul-Canadá.
Pedido de parlamentares democratas
Além disso, 31 parlamentares democratas dos EUA formalizaram um pedido à Casa Branca para que Trump não interferisse nas eleições brasileiras, demonstrando uma falta de consenso sobre seu apoio a Flávio Bolsonaro. Em uma carta, eles destacaram um “esforço coordenado” do governo Trump para ameaçar a aliança estratégica entre os EUA e o Brasil, acusando-o de tomar medidas para garantir a vitória do candidato derrotado.
Opinião
A situação evidencia a complexidade das relações entre Brasil e Estados Unidos, especialmente em momentos eleitorais, e a importância de respeitar a soberania das democracias.





