Celso Amorim, ex-chanceler e assessor especial da Presidência, afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está “mal informado” sobre as eleições brasileiras. O comentário veio após Trump declarar, sem apresentar provas, que o pleito brasileiro “pareceu mais uma eleição fraudada”.
Amorim afirmou: “Ele [Trump] está mal informado. Declaração contraditória, depois diz que gosta do Lula. Quem tentou fraudar a eleição foi a Meta, obstruindo e restringindo as nossas colocações”. A campanha de Lula, reeleito com 64,2 milhões de votos (51,79%), acusa a Meta de interferência nas publicações, favorecendo seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), que obteve 59,8 milhões de votos (48,21%).
Reações e Prorrogação da Votação
Trump também criticou a prorrogação da votação, que foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, estendendo o horário até às 19h em todo o país. Essa decisão atendeu a um pedido da campanha petista devido a relatos de redução no transporte público em cidades como Salvador e São Paulo.
Mercado Financeiro em Reação
Com a oficialização da vitória de Lula, o mercado financeiro reagiu negativamente. O Ibovespa caiu 13,88% após o resultado das eleições, enquanto o dólar comercial subiu 8,21%, fechando o dia cotado a R$ 5,40.
Críticas de Alckmin
O vice-presidente reeleito, Geraldo Alckmin, também se manifestou, afirmando que a declaração de Trump é “totalmente equivocada” e ressaltou que líderes estrangeiros não devem interferir nas eleições de outros países. Ele destacou que o Brasil é um exemplo de segurança jurídica e que a democracia deve ser respeitada.
Opinião
A troca de declarações entre Amorim e Trump evidencia a tensão nas relações internacionais e a fragilidade do debate sobre a legitimidade eleitoral no Brasil.





