Na manhã de 26 de outubro de 2026, deputados da base governista, incluindo Duda Salabert (Psol-MG), Otoni de Paula (PSD-RJ) e Rogério Correia (PT-MG), protocolaram pedidos à Justiça para apreender o passaporte do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A medida visa impedir uma possível saída do parlamentar do país, especialmente considerando que ele perderá a imunidade parlamentar em janeiro de 2027.
A solicitação surge após a recente vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições, onde obteve 51,79% dos votos, enquanto Flávio Bolsonaro conquistou 48,21%. O senador é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), que investigam suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, entre outros crimes.
O deputado Duda Salabert expressou preocupações de que Flávio poderia tentar “fugir” do Brasil para evitar enfrentar os processos. “O próximo passo desse bandido é tentar fugir do Brasil para não enfrentar os vários inquéritos em seu nome. Precisa ser preso logo”, afirmou Salabert.
Por sua vez, Otoni de Paula protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando medidas cautelares, incluindo a proibição de Flávio deixar o país e a entrega de seu passaporte às autoridades. “O Flávio pode querer fugir do país e eu não vou deixar”, declarou Otoni.
O deputado Rogério Correia também se manifestou, afirmando que recorrerá ao STF para tentar impedir a saída de Flávio Bolsonaro. Ele mencionou as acusações de corrupção contra o senador e sua família, destacando a necessidade de reter o passaporte. “Denunciei a campanha inteira, as falcatruas e a corrupção de Flávio Bolsonaro e da família dele”, ressaltou.
Até o momento, não há confirmação de uma decisão judicial que determine a apreensão do passaporte ou a proibição de viagens do senador. A pressão para que essa medida seja implementada é crescente, especialmente após declarações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que defendeu a saída do irmão caso Lula vencesse a eleição. Eduardo, que reside nos Estados Unidos desde março de 2025, já obteve o chamado “Green Card”.
Opinião
A situação de Flávio Bolsonaro levanta questões sobre a responsabilidade dos parlamentares e os limites da imunidade parlamentar, especialmente em um contexto de investigações por corrupção.





