Eleições

Lula conquista 313 vitórias no TSE e enfrenta Flávio Bolsonaro em disputa acirrada

Lula conquista 313 vitórias no TSE e enfrenta Flávio Bolsonaro em disputa acirrada

A disputa presidencial de 2026 se intensifica com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentando Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro de 2026. A guerra de propaganda nas redes sociais foi um dos principais cenários dessa batalha, tendo como palco o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Entre fevereiro e 21 de outubro de 2026, o TSE registrou 313 vitórias para a campanha de Lula, em contraste com 182 derrotas. Essa contabilidade reflete a atuação da equipe jurídica do presidente, que conseguiu decisões favoráveis em processos contra a campanha de Flávio Bolsonaro.

Intervenções do STF e TSE

As intervenções do Supremo Tribunal Federal (STF) também tiveram papel relevante. O ministro Gilmar Mendes forçou a Globo a incluir o candidato Renan Santos no debate presidencial, enquanto a ministra Estela Aranha proibiu a exibição do púlpito vazio de Lula, que optou por não participar do evento.

Por outro lado, a decisão do TSE de revalidar os votos de Deltan Dallagnol foi uma reviravolta significativa, permitindo sua eleição ao Senado. Contudo, o futuro desse caso ainda está nas mãos do plenário do TSE.

Campanha e Propaganda

A campanha de Lula também se beneficiou da criação do canal ‘Exército do Lula’, que conta com cerca de 10 milhões de inscritos e se tornou um motor de militância digital. A equipe de Lula pressionou a Meta para reforçar a distribuição de propaganda petista, acusando a empresa de favorecer a campanha de Flávio Bolsonaro.

Enquanto isso, a campanha de Flávio criticou Lula por supostamente utilizar a máquina do governo para obter votos, mencionando programas como o reajuste do Bolsa Família e auxílio a microempreendedores.

Críticas à Justiça Eleitoral

Observadores do TSE expressaram preocupações sobre a atuação do tribunal, que, segundo eles, teve um tratamento mais benéfico à campanha de Lula. O advogado Adriano Soares da Costa destacou que o TSE se preparou para regular o uso de inteligência artificial, mas não conseguiu lidar adequadamente com o abuso de poder econômico e político.

Além disso, o advogado Marcelo Peregrino criticou a atuação do TSE como uma forma de censura moral, afirmando que a tentativa de proteger o eleitor da desinformação prejudica a legitimidade das eleições. Ele citou decisões questionáveis, como a suspensão das redes sociais de Renan Santos.

Opinião

A crescente intervenção do TSE no processo eleitoral levanta questões sobre a liberdade de expressão e a legitimidade das eleições, tornando essencial um debate mais amplo sobre a atuação da Justiça Eleitoral.