O CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, reafirmou sua defesa aos programas FGI e FGO, que visam beneficiar micro, pequenas e médias empresas, mesmo diante de possíveis cortes nos recursos públicos para esses programas no próximo ano. Noronha classificou o FGI e o FGO como “um dos melhores programas governamentais que já vimos”, destacando suas vantagens, como linhas de crédito mais longas e taxas de juros menores.
Pressão na inadimplência
Apesar de reconhecer que as linhas de crédito associadas ao FGI e FGO têm pressionado a inadimplência do banco no terceiro trimestre de 2023, Noronha acredita que essas linhas estão se tornando cada vez mais relevantes na carteira do Bradesco. “É natural que, enquanto a gente estiver crescendo, isso influencie o ‘over 90’ e gere um custo de provisão”, afirmou.
Expectativas do Banco Central
Em relação às expectativas sobre as medidas que o Banco Central deve anunciar para conter o endividamento das famílias, Noronha expressou incertezas. “Custo a acreditar numa medida muito dura vinda do Banco Central, mas é uma percepção pessoal minha”, disse. O Bradesco também está buscando formas de reduzir custos e melhorar a eficiência.
Projeções de crescimento
Noronha revelou que o Bradesco pretende alcançar 800 mil clientes e 120 escritórios do Principal, seu segmento de alta renda, até o final do ano. O vice-presidente financeiro do banco, Cassiano Scarpelli, indicou que a instituição está próxima do “ajuste ótimo” na rede de agências, com foco em tecnologia para aumentar a eficiência e reduzir custos.
Opinião
A defesa de Noronha pelos programas FGI e FGO ressalta a importância do apoio governamental para o fortalecimento das pequenas empresas, especialmente em tempos de crise financeira.





