O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, determinou que a Meta realize uma investigação detalhada sobre as atividades do canal “Exército do Lula“, gerido pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), que conta com mais de 8 milhões de participantes. A decisão foi tomada após um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que alega que o canal estaria promovendo ações coordenadas nas redes sociais para prejudicar sua candidatura à presidência da República.
Prazo e Ações Exigidas
Nunes Marques estabeleceu um prazo de 24 horas para que a Meta apresente informações sobre suas ações relacionadas ao canal. O ministro destacou que a campanha de Flávio Bolsonaro solicitou uma supervisão regulatória direta, além de dados agregados e informações sobre anúncios vinculados ao canal. A investigação se concentrará em movimentações suspeitas entre os dias 18 e 20 de outubro.
Regras e Reações
A decisão de Nunes Marques ocorre em um contexto onde a Corte discutia a possibilidade de bloquear canais políticos no WhatsApp com mais de 200 mil participantes, o que afetaria diretamente o canal de Janones. No entanto, após a repercussão negativa, o presidente do TSE descartou qualquer alteração nas regras de canais políticos.
Orientações de Janones
Na tarde de quinta-feira (22), Janones orientou os participantes do canal a pesquisar a expressão “Exército do Lula” no Google, o que foi interpretado como uma tentativa de manipular os sistemas de pesquisa. Nunes Marques mencionou que tal ação poderia ser considerada uma forma de “enganar, fraudar ou confundir”.
Determinações do TSE
O relatório que deve ser apresentado ao TSE incluirá a verificação das denúncias, a análise de perfis que atuam de forma organizada, a investigação de engajamento artificial e a preservação de provas. Além disso, será analisada a circulação de conteúdos entre Facebook, Instagram e Threads, identificando redes inautênticas.
Opinião
A investigação do TSE sobre o canal ‘Exército do Lula’ destaca a crescente tensão entre a regulação das redes sociais e a liberdade de expressão nas campanhas eleitorais.





