O canal de WhatsApp Exército do Lula, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG), está no centro de uma controvérsia após um relatório técnico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) datado de 12/10/2026 apontar que mensagens foram apagadas, dificultando a análise do conteúdo.
O relatório revelou que, embora não tenha encontrado informações falsas no canal, a equipe do TSE só pôde analisar o que estava disponível entre os dias 2 e 11 de outubro. Mensagens apagadas entre 25 e 29 de setembro não puderam ser avaliadas, e o documento não esclarece quem foi o responsável por essa remoção.
Suspensão do Canal e Acusações
O canal contava com cerca de 3,3 milhões de seguidores em 11 de outubro e mobilizava apoiadores da reeleição do presidente, promovendo vídeos e tarefas de divulgação. A campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL) solicitou a suspensão do canal, alegando que ele disseminava informações falsas, como cortes em aposentadorias e vínculos com milícias.
No dia 8 de outubro, o ministro André Mendonça já havia determinado a retirada de um vídeo que abordava supostas mudanças nos direitos trabalhistas, por não haver respaldo nas declarações de Flávio. A campanha de Flávio também afirmou que as mensagens eram apagadas após cumprirem suas funções de divulgação.
Decisões do TSE e Riscos Identificados
O relatório, elaborado pela Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação a pedido do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, identificou que o canal operava de forma centralizada, com orientações para aumentar o engajamento nas publicações. Apesar das acusações, o relatório também destacou que não foi possível concluir que o conteúdo apagado era falso.
Após um pedido de suspensão, o canal foi temporariamente retirado do ar, mas a decisão foi revertida pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, permitindo que o canal voltasse a funcionar, embora permanecesse proibido de divulgar conteúdos considerados ilícitos pela Justiça Eleitoral.
Opinião
A situação envolvendo o canal de Janones levanta questões sobre a transparência e a responsabilidade nas redes sociais, especialmente em períodos eleitorais.





