Eleições

Bruno Scheid é eleito senador por Rondônia, mas Justiça veta ‘Bolsonaro’ na urna

Bruno Scheid é eleito senador por Rondônia, mas Justiça veta 'Bolsonaro' na urna

O pecuarista Bruno Scheid (PL) foi eleito senador por Rondônia com 474.226 votos, o que representa 26,95% dos votos válidos. Essa eleição marca sua estreia na política, onde conquistou a segunda vaga do estado para o Senado, atrás do colega de partido Fernando Máximo.

Scheid é um dos aliados mais próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso desde novembro de 2025, cumprindo uma pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. A relação entre eles foi um fator central na campanha de Scheid, que tentou usar o sobrenome ‘Bolsonaro’ na urna, mas a Justiça Eleitoral vetou essa estratégia. O Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) deferiu sua candidatura em 8 de setembro de 2026, mas determinou que ele se apresentasse apenas como Bruno Scheid.

Campanha e Financiamento

A campanha de Scheid arrecadou R$ 2,86 milhões, sendo que 95,5% desse total veio de apenas quatro doadores. A maior contribuição foi de Carla Rosana de Freitas, mãe de um dos suplentes, que doou R$ 1,355 milhão. O próprio suplente, Guilherme Teodoro, contribuiu com R$ 121,7 mil.

Histórico e Proximidade com Bolsonaro

Bruno Scheid nasceu em Paragominas, no Pará, em 13 de abril de 1983, e se mudou para Rondônia ainda criança. Antes de entrar na política, ele atuou no agronegócio, fundando uma rede de grupos no WhatsApp chamada G-Agro, que mobilizou doações para o programa Pátria Voluntária da então primeira-dama Michelle Bolsonaro. Sua relação com o ex-presidente se fortaleceu ao longo do tempo, e ele foi um dos primeiros a visitar Bolsonaro após sua transferência para a prisão em Brasília.

Expectativas para o Mandato

Com a vitória, Scheid pretende colocar o agronegócio e a anistia no centro de seu mandato. Ele já anunciou que atuará para fortalecer o setor e as empresas em Rondônia.

Opinião

A eleição de Bruno Scheid mostra a força do PL em Rondônia e a continuidade da influência de Jair Bolsonaro, mesmo em meio a sua prisão.