O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou sua indignação em relação à decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, que ordenou a suspensão do canal de transmissão ‘Exército do Lula’ no WhatsApp. Lula classificou a medida como uma “intromissão indevida da Justiça Eleitoral na eleição”. Em declarações feitas antes de um ato de campanha na Avenida Paulista, o presidente afirmou: “Acho um absurdo. Nossos advogados vão ter que entrar com pedido de explicação do presidente da Corte Eleitoral porque, já há alguns dias, estou percebendo que há muitas decisões tendenciosas”.
A suspensão do canal, que contava com 3,3 milhões de apoiadores, foi determinada por Nunes Marques em um prazo de apenas 3 horas e mantida até a homologação do resultado do segundo turno das eleições. No entanto, a decisão foi rapidamente contestada pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que derrubou a ordem e liberou o canal.
O deputado federal André Janones (Rede-MG), criador do canal, também criticou a decisão, chamando-a de “censura” e alertando que “a censura já começou”. Janones destacou a força dos apoiadores, afirmando: “Só que eles vão sentir agora a força de 3,3 milhões de pessoas unidas, nós não vamos nos calar”.
Com a proximidade do segundo turno das eleições, no qual Lula disputará contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), as tensões aumentam. A equipe jurídica de Flávio acusou o canal ‘Exército do Lula’ de ser uma central de comando para a difusão de conteúdos inverídicos. Em resposta, Lula acredita que sua campanha nas redes sociais está “ganhando o jogo” devido à mobilização da militância.
Opinião
A situação evidencia a crescente polarização política e o papel das redes sociais nas eleições, refletindo a tensão entre liberdade de expressão e controle de informações.





