A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a suspensão do canal de WhatsApp administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG), que possui 3,2 milhões de inscritos e é conhecido como ‘Exército do Lula’. O canal é acusado de disseminar informações falsas contra o candidato do PL, o que motivou a ação judicial.
Ação urgente e pedidos de inelegibilidade
A ofensiva de Flávio busca a exclusão do canal em um prazo de duas horas e o banimento de Janones até o final do segundo turno. Os advogados de Flávio argumentam que a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, não está cumprindo compromissos com a Justiça Eleitoral ao permitir que um canal que distribui desinformação opere.
Vídeos e acusações
Além da suspensão do canal, Flávio também pede a inelegibilidade dos responsáveis pelas supostas irregularidades. A campanha menciona que o canal, que existia desde abril com cerca de 50 mil seguidores, foi convertido em uma plataforma de ataque após o primeiro turno. Entre os conteúdos questionados, estão alegações de que Flávio retiraria o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida e que teria envolvimento com milícias.
Recentemente, o ministro André Mendonça do TSE, já havia determinado a remoção de um vídeo de Janones, que alcançou 6,8 milhões de visualizações, por conter informações consideradas falsas. O vídeo atribuía a Flávio propostas que não estavam em seu programa de governo.
Resposta de André Janones
Janones, por sua vez, reagiu à ação judicial, chamando-a de tentativa de censura e afirmando que a direita teme perder espaço digital. Ele anunciou novos vídeos de Lula para o canal e defendeu a continuidade da mobilização de seus apoiadores.
Opinião
A disputa entre Flávio Bolsonaro e André Janones reflete a intensa polarização política no Brasil, onde a desinformação e a mobilização digital têm papel central nas campanhas eleitorais.





