O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está avaliando uma proposta que visa aumentar o limite de microcrédito de R$ 21 mil para R$ 30 mil por tomador em uma mesma instituição financeira. Essa proposta, que também sugere elevar o limite total de endividamento de R$ 80 mil para R$ 120 mil, foi encaminhada ao Ministério da Fazenda em 21 de setembro.
Impacto da Inflação e Necessidade de Atualização
O microcrédito é uma ferramenta essencial para empreendedores, tanto formais quanto informais, que buscam empréstimos de pequeno valor. O governo Lula, defensor de medidas que fomentem investimentos e estimulem a economia, propôs essa expansão em um contexto de inflação alta, que, segundo o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), alcançou aproximadamente 49% até agosto.
A proposta foi discutida no Fórum Nacional de Microcrédito e consultou instituições como o BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Itaú Unibanco e Santander, que manifestaram concordância com a atualização dos valores.
Próximos Passos e Reunião do CMN
A proposta precisa ser avaliada e deliberada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), que se reunirá em 22 de outubro, a apenas três dias do segundo turno das eleições. A equipe econômica, no entanto, ainda não se manifestou sobre a inclusão da demanda na pauta do CMN.
O Ministério do Trabalho, liderado por Luiz Marinho, argumenta que houve uma “perda significativa do poder de compra” desde março de 2019, quando os limites do programa foram fixados. A atualização proposta visa garantir que os valores do microcrédito estejam alinhados com as necessidades atuais dos microempreendedores.
Opinião
A proposta do governo Lula representa uma tentativa de responder às demandas dos microempreendedores em um cenário econômico desafiador, onde a inflação impacta diretamente o poder de compra e a viabilidade dos pequenos negócios.





