Eleições

Anitta apoia Lula e critica Flávio Bolsonaro em meio a polêmica religiosa

Anitta apoia Lula e critica Flávio Bolsonaro em meio a polêmica religiosa

Anitta declarou, em 9 de outubro, que votará em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, agendado para 25 de outubro. Em um vídeo nas redes sociais, a cantora criticou o bolsonarismo e explicou os motivos de seu apoio ao presidente, admitindo ter subestimado a força eleitoral do movimento liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Eu confesso que este ano eu fui bem ingênua, eu ‘tava’ convicta de que o Lula ia ganhar no primeiro turno, por uma arrogância minha mesmo, de achar impossível em 2026 a maioria do país ainda dar credibilidade ao bolsonarismo, mas eu ‘tava’ errada, né? É importante a gente reconhecer e descer do salto”, afirmou.

No primeiro turno, Lula teve 45,16% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 47,03%. A cantora fez questão de diferenciar o bolsonarismo da direita tradicional, afirmando que o movimento transformou as disputas eleitorais em conflitos pessoais e religiosos, ao invés de debates sobre propostas de governo.

“A direita sempre existiu e as coisas não eram assim. A direita e a esquerda de verdade apresentavam propostas reais de governo e aí o cidadão escolhia um lado ou outro lado”, disse Anitta.

Ela criticou especialmente o uso da religião na política: “O pior mau caráter de todos, que para mim é o início do fim, é misturar religião com política”. Para Anitta, não é aceitável apresentar uma eleição como uma escolha entre valores religiosos e comportamentos considerados imorais.

Justificando seu apoio a Lula, a artista reconheceu que o presidente pode ser alvo de críticas, mas defendeu que os resultados de seus programas sociais também devem ser considerados. “O fato de você enxergar as problemáticas políticas em torno do Lula, que não podem ser ignoradas, isso não pode apagar os benefícios que os projetos trouxeram e ainda trazem há anos para tantas pessoas necessitadas, tanta gente que saiu da miséria”, argumentou.

A cantora, que já havia apoiado Lula na eleição de 2022, revelou que perdeu milhões de seguidores por seus posicionamentos políticos, mas reafirmou que não pretende deixar de se manifestar: “Posicionamento não é um dia. Não é na hora que se quer, não é na hora que ‘tá’ virando trend na internet. Posicionamento é todos os dias”.

Opinião

A postura de Anitta reflete a crescente tensão entre a política e a cultura pop no Brasil, destacando a importância de posicionamentos claros em tempos de polarização.