O Ministério da Saúde realizou, no dia 9 de outubro de 2026, o segundo transporte de sangue raro na cabine de um voo comercial. A ação, que faz parte de uma parceria com as companhias aéreas, visa atender a um paciente em estado grave que aguardava uma transfusão em Juiz de Fora (MG).
A bolsa de sangue, coletada no Ceará, foi enviada e chegou ao seu destino no dia 10 de outubro. Essa iniciativa é um avanço significativo, uma vez que anteriormente as bolsas de sangue raro eram transportadas como carga, o que impunha prazos mais longos e restrições.
Agilidade no transporte
Com o novo modelo de transporte, o SUS consegue reduzir o tempo de espera para pacientes que necessitam de tipos sanguíneos raros, similar ao que já ocorre com o transporte de órgãos para transplantes. O transporte de sangue raro foi viabilizado após a identificação de um anticorpo raro no paciente, que passou por um transplante renal e necessitava de sangue compatível.
O Cadastro Nacional de Sangue Raro (CNSR) foi acionado para localizar um doador no Ceará. A bolsa foi coletada e liberada no mesmo dia, sendo transportada em embalagem apropriada e com controle rigoroso de temperatura.
Primeiro transporte e acordo com companhias aéreas
O primeiro transporte de sangue raro ocorreu em 12 de setembro de 2026, entre São Paulo e Piauí, e foi um sucesso, contribuindo para a saúde de outro paciente em estado grave. O acordo entre o Ministério da Saúde e as companhias aéreas já garantiu o transporte gratuito de órgãos e agora se expande para incluir bolsas de sangue raro.
Opinião
A inclusão do transporte de sangue raro em voos comerciais representa um avanço crucial na agilidade do atendimento a pacientes em situações críticas, refletindo a importância da colaboração entre diferentes instituições para salvar vidas.





