As falhas em pagamentos internacionais geram custos financeiros e operacionais significativos, além de impactar a retenção de clientes, conforme aponta um estudo da LexisNexis Risk Solutions. De acordo com a pesquisa, 75% das instituições financeiras e de pagamento estimam perder até US$ 5 milhões por ano devido a pagamentos malsucedidos.
O levantamento, que ouviu 150 executivos de empresas da América do Norte, Europa, Oriente Médio e Ásia-Pacífico, revela que 37% das instituições gastam mais de US$ 20 por pagamento internacional que é rejeitado ou precisa ser corrigido. O custo médio para cada pagamento malsucedido é de US$ 12,10, e 41% das instituições cobram entre US$ 11 e US$ 15 por transação rejeitada.
Impacto e Causas das Falhas
As falhas em pagamentos exigem trabalho adicional para as instituições. Quase 59% delas afirmam que entre 4% e 8% dos pagamentos internacionais necessitam de enriquecimento de dados, checagem do beneficiário ou reparo antes de serem processados. Em 18% das instituições, mais de 25% dos pagamentos que falham geram tarifas de bancos parceiros. Informações incorretas sobre beneficiários e dados bancários são os principais problemas.
Desafios no Processamento Direto
O estudo também destaca que as instituições enfrentam dificuldades para processar pagamentos internacionais sem intervenção manual. Apenas 2% das instituições conseguem um STP (Straight Through Processing) de 100%, enquanto 87% estão implementando mudanças para melhorar esse indicador. A insatisfação com as taxas atuais de STP é evidente, com quatro em cada cinco instituições expressando descontentamento.
América Latina em Foco
A América Latina é identificada como a região com a maior taxa de falhas, com 74% das instituições relatando taxas acima de 5%. Apenas 26% afirmam ter taxas inferiores a 5%, em comparação a 92% na Europa. Essa diferença é atribuída à fragmentação das infraestruturas e às distintas regulamentações locais.
Opinião
O estudo da LexisNexis evidencia a necessidade urgente de melhorias nas infraestruturas de pagamento, especialmente na América Latina, onde as falhas são mais frequentes e custosas.





