No dia 6 de outubro de 2026, o Senado começou a análise da PEC que propõe a redução da jornada máxima de trabalho semanal de 44 para 40 horas, extinguindo a polêmica escala 6×1. A proposta, que já passou pela Câmara, avança em meio a forte resistência de entidades empresariais.
Impactos econômicos e no emprego
Os setores de comércio e indústria alertam para um aumento imediato de custos operacionais e potenciais prejuízos à economia brasileira. Estima-se que a mudança pode resultar em uma perda de 640 mil empregos formais e um impacto de R$ 88 bilhões na atividade econômica. A Fiemg projeta perdas de faturamento de até R$ 2,9 trilhões, o que representa cerca de 16% do PIB de 2024.
Reações do setor produtivo
A mobilização de entidades empresariais como a CNC busca evitar que o quórum de votação seja atingido nesta semana. O argumento é que uma mudança tão significativa não deve ser decidida sob influência do calendário eleitoral, para evitar que interesses políticos contaminem a análise técnica. Com o lema ‘Agora não’, o setor produtivo pede cautela e defende que o debate ocorra somente após o fim das eleições de 2026.
Preocupações com os consumidores
Além do impacto direto nas empresas, especialistas alertam que a medida pode elevar a informalidade no mercado de trabalho brasileiro e provocar um repasse de custos aos consumidores. Economistas avaliam que o aumento dos custos trabalhistas poderá ser sentido nas prateleiras e nos serviços nos próximos meses, caso a mudança seja aprovada.
Opinião
A aprovação da PEC que reduz a jornada de trabalho levanta questionamentos importantes sobre o equilíbrio entre direitos trabalhistas e a saúde econômica do país. O debate deve ser conduzido com responsabilidade, considerando os impactos reais sobre empregos e o mercado.





