O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou o desempenho de Flávio Bolsonaro no primeiro turno da eleição presidencial no Brasil, mas ainda evita declarar apoio formal ao senador na disputa contra Lula. Em 4 de outubro de 2026, Flávio obteve 47,03% dos votos, enquanto Lula recebeu 45,16%. O segundo turno ocorrerá em 25 de outubro de 2026.
Trump classificou a votação de Flávio como uma “vitória muito, muito grande” e disse que o resultado foi “incrível”. No entanto, ele não pediu votos ao candidato do PL e não fez uma declaração formal de apoio. Essa cautela é notável, considerando que, em outras eleições, Trump manifestou apoio a candidatos da direita em diferentes países.
Estratégia da Casa Branca
A decisão de manter Trump “afastado” da campanha de Flávio foi tomada pela Casa Branca e aliados do senador. Durante uma visita de Flávio a Trump, a equipe do senador já havia decidido não solicitar apoio formal. Um assessor da Casa Branca indicou que um apoio de Trump poderia ter um efeito contrário ao desejado, especialmente em relação ao discurso de Lula sobre “soberania nacional”.
Consequências das sanções
Nos últimos anos, o governo Trump aumentou tarifas sobre produtos brasileiros e aplicou sanções contra autoridades do Brasil, incluindo Alexandre de Moraes, por perseguições à oposição. Essas medidas foram apresentadas por Lula como interferência dos EUA, e a Casa Branca percebeu que isso estava ganhando espaço entre os eleitores.
Opinião
A postura cautelosa de Trump pode ser uma estratégia para evitar que sua intervenção na eleição brasileira fortaleça o discurso de Lula, ao mesmo tempo em que mantém uma relação diplomática com o Brasil, independentemente do resultado do segundo turno.





