A BYD está explorando uma solução inovadora para um dos maiores desafios dos carros elétricos: o controle de calor gerado pelas baterias. A empresa divulgou uma nova patente que propõe manter os módulos de bateria mergulhados em um líquido dielétrico, que não conduz eletricidade, evitando o risco de curto-circuito mesmo com o fluido em contato direto com os componentes.
O pedido de patente foi publicado na China em 5 de outubro de 2026 e descreve um sistema inicialmente desenvolvido para baterias e sistemas estacionários de armazenamento de energia. Essa abordagem é notável, pois o líquido dielétrico pode retirar o calor diretamente dos módulos, eliminando a necessidade de passar por placas ou canais de refrigeração.
Tecnologia ainda não anunciada para carros
Apesar do potencial, a tecnologia ainda não foi anunciada pela BYD como uma solução para seus veículos elétricos. Contudo, ela é relevante em um momento em que a fabricante busca aumentar significativamente a velocidade de recarga de suas baterias. Em março, a empresa apresentou a segunda geração da bateria Blade e o sistema Flash, que pode carregar a bateria de 10% a 70% em apenas cinco minutos.
Como funciona a bateria “afogada” da BYD?
O princípio por trás da bateria imersa é relativamente simples. Os módulos da bateria ficam dentro de um compartimento preenchido com o fluido dielétrico, que não conduz eletricidade. Com o líquido em contato direto com uma área maior do conjunto, o calor pode ser retirado de maneira mais eficiente, mantendo uma menor diferença de temperatura entre diferentes regiões da bateria.
Para garantir a segurança do sistema, a patente divide o gabinete em dois ambientes: as conexões ficam em uma área seca, enquanto os módulos permanecem no compartimento preenchido pelo líquido. A BYD também prevê que as conexões passem pela parte superior, onde a pressão exercida pelo fluido é menor, reduzindo o risco de vazamentos.
Opinião
A inovação da BYD em baterias é um passo importante para a segurança e eficiência dos carros elétricos, destacando a necessidade de soluções criativas para desafios tecnológicos.





