Eleições

Flávio Bolsonaro avança em votos enquanto Lula perde força no Nordeste

Flávio Bolsonaro avança em votos enquanto Lula perde força no Nordeste

Uma mudança significativa está ocorrendo na demografia eleitoral do Brasil. O eleitorado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não apenas encolheu, mas está passando por uma transformação. Ao mesmo tempo, a família Bolsonaro avança, especialmente em municípios pequenos, onde Flávio Bolsonaro obteve um avanço expressivo em comparação com a votação de seu pai, Jair Bolsonaro.

No primeiro turno de 2022, Lula conquistou 14,26 milhões de votos em municípios com até 20 mil eleitores, liderando em 2.682 cidades. Em 2026, no entanto, essa liderança foi reduzida a 12,99 milhões de votos, com Lula à frente em apenas 2.046 cidades pequenas, perdendo 1,27 milhão de votos nesse segmento.

Avanço de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro, por sua vez, avançou com 1,6 milhão de votos a mais que seu pai em cidades pequenas, especialmente no Nordeste. Enquanto Lula perdeu 270 mil votos nos grotões nordestinos, Flávio ganhou 520 mil votos em relação à votação do pai. Lula recebeu 7 milhões de votos nos pequenos municípios nordestinos, enquanto Flávio obteve 2,47 milhões, mas a diferença entre eles diminuiu.

O fato de a abstenção eleitoral nos municípios até 20 mil eleitores do Nordeste ter caído em 280 mil votos, resultando em 2,5 milhões de ausências, pode estar relacionado a essa mudança, já que quem compareceu para votar optou pela oposição. Isso indica uma desilusão com Lula entre parte do eleitorado sertanejo, o que pode dificultar sua recuperação no segundo turno.

Desempenho nas grandes cidades

Flávio Bolsonaro cresceu em relação à votação do pai em todas as faixas demográficas, exceto nas grandes metrópoles, onde a diferença foi de apenas 360 mil votos. Nas grandes cidades do Centro-Oeste, não houve variação a favor do bolsonarismo, em parte devido à presença de candidatos como Ronaldo Caiado (PSD), que teve uma performance acima da média nacional.

O desempenho de Lula nas grandes metrópoles do Norte foi razoável, mas seu eleitorado recuou nas cidades acima de 500 mil eleitores na região Sudeste, onde ele perdeu 500 mil votos, com um aumento da abstenção de 360 mil. Essa situação representa uma oportunidade para Lula tentar reverter a sua situação no segundo turno, focando em reduzir a abstenção.

Opinião

A dinâmica eleitoral no Brasil está mudando rapidamente, e é crucial para os candidatos entenderem essas transformações para se adaptarem e conquistarem o eleitorado.