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FIA investiga falha eletrônica que atrasou GP do Bahrein e afetou 10 pilotos

FIA investiga falha eletrônica que atrasou GP do Bahrein e afetou 10 pilotos

O Grande Prêmio do Bahrein, realizado no Circuito Internacional de Sepang, na Malásia, teve seu início comprometido por um problema eletrônico que afetou diversos carros antes da largada. A falha aconteceu durante a volta de apresentação e provocou perda de potência em baixa velocidade, levando a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) a interromper o procedimento. O incidente atingiu dez pilotos. Lewis Hamilton, da Ferrari, foi o primeiro a comunicar pelo rádio que havia perdido a resposta do acelerador.

Pouco depois, Esteban Ocon, da Haas, e Valtteri Bottas também ficaram imobilizados na reta principal, enquanto outros competidores enfrentaram problemas semelhantes. Gabriel Bortoletto, Nico Hulkenberg, Charles Leclerc, Max Verstappen, Isack Hadjar, Oliver Bearman e Sergio Pérez também foram afetados. Apesar da pane, todos conseguiram retornar aos boxes e receberam autorização para disputar a corrida depois que uma solução foi aplicada ao sistema.

A situação chegou a provocar comentários bem-humorados entre os pilotos. Verstappen ironizou o episódio ao afirmar: “Se estivéssemos com moto V8, isso não aconteceria”. Segundo a FIA, o problema teve origem em uma combinação de circunstâncias que não havia sido reproduzida anteriormente. A baixa rotação dos motores, a pouca aderência do asfalto, os parâmetros utilizados para gerenciamento de energia em condições de chuva e a configuração específica dos setores de Sepang contribuíram para o comportamento inesperado da unidade de potência.

Durante a paralisação, o departamento técnico da entidade preparou uma atualização do software e a distribuiu às equipes. As escuderias puderam instalar a correção antes da nova tentativa de largada, com os ajustes realizados diretamente na unidade de potência dos carros. A FIA afirmou ainda que as equipes não tiveram responsabilidade pelo incidente. Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da entidade, explicou que determinadas configurações são ativadas em situações de chuva para evitar picos de potência, mas que uma falha no software fez com que alguns carros perdessem a capacidade de acelerar quando estavam em velocidades muito baixas.

De acordo com a organização, o comportamento não havia aparecido durante os testes anteriores nem nas voltas realizadas pelos pilotos até o grid. Por isso, a FIA pretende analisar o episódio em conjunto com as equipes e as fabricantes de motores para identificar as causas e reduzir a possibilidade de uma repetição. O atraso também alterou o início da prova. A largada estava programada para 4h40, no horário de Brasília, mas acabou acontecendo às 5h33. A chuva deixou a pista em condições diferentes ao longo do procedimento, obrigando os pilotos a fazer escolhas distintas de pneus. Hamilton foi um dos que optaram por uma estratégia diferente e começou com pneus macios, enquanto alguns de seus principais adversários utilizaram compostos intermediários. A escolha fez o piloto perder algumas posições inicialmente, mas ele conseguiu recuperar terreno durante a prova.

Na disputa pela vitória, Max Verstappen terminou na primeira colocação e conquistou seu primeiro triunfo da temporada de 2026. Kimi Antonelli, da Mercedes, cruzou a linha de chegada em segundo, enquanto Hamilton completou o pódio na terceira posição.

Opinião

A falha eletrônica no GP do Bahrein ressalta a importância de um rigoroso controle técnico na Fórmula 1, especialmente em condições climáticas adversas.