As recentes eleições de 2026 trouxeram resultados preocupantes para alguns partidos da base de apoio do presidente Lula (PT). A Federação PSOL/Rede e o PDT não conseguiram cumprir a cláusula de barreira, o que significa que, a princípio, ficarão sem acesso ao Fundo Partidário e ao tempo gratuito de propaganda no rádio e na TV.
No caso da Federação PSOL/Rede, o problema não foi a quantidade de deputados eleitos, mas sim a distribuição geográfica dos votos. A federação elegeu 15 deputados, mas esses estavam concentrados em apenas seis estados. Para passar na cláusula, é necessário obter 2,5% dos votos válidos nacionais e 1,5% em pelo menos nove unidades da federação. A Federação precisaria de 186 votos a mais no Espírito Santo para atingir o mínimo exigido.
Desempenho do PDT e outros partidos
O PDT também ficou aquém do necessário. Com cerca de 1,6% dos votos válidos, o partido elegeu apenas seis deputados, bem menos dos 13 exigidos pela cláusula. No Senado, o partido conseguiu eleger apenas Marília Arraes em Pernambuco e não elegeu governadores no primeiro turno.
O Avante obteve 1,59% dos votos válidos e elegeu cinco deputados federais em três estados, também não atingindo a cláusula. Já o partido Missão elegeu somente Kim Kataguiri em São Paulo, ficando a mais de 1,6 milhão de votos do percentual mínimo nacional.
Além disso, a Renovação Solidária, formada pelos partidos PRD e Solidariedade, também não conseguiu atingir a cláusula, somando 1,86% dos votos válidos e elegendo sete deputados federais.
Opinião
Os resultados das eleições de 2026 revelam um cenário desafiador para os partidos de esquerda no Brasil, que precisam reavaliar suas estratégias para garantir a representatividade e o acesso a recursos fundamentais.





