Deixar o ar-condicionado no ajuste mais frio na hora de dormir não torna o quarto gelado mais depressa. O aparelho sopra o ar com a mesma intensidade; o que muda é o tempo que o motor permanece ligado até atingir a temperatura definida no termostato. Em Singapura, país de clima tropical e forte dependência de climatização residencial, a orientação da National Environment Agency vai na direção oposta ao hábito comum. O órgão recomenda manter o aparelho por volta de 25 °C, faixa considerada o equilíbrio entre sensação de frescor e consumo racional de eletricidade.
O erro de achar que 18 °C esfria mais rápido
A lógica de girar o botão até o fim parece simples: quanto mais baixa a temperatura marcada, mais rápido o quarto esfriaria. Só que o equipamento não injeta um ar “mais gelado” nesse modo — ele apenas continua funcionando por mais tempo até bater a meta programada. Esse funcionamento prolongado é o que pesa na conta de luz no fim do mês. Configurar o aparelho muito abaixo do necessário ainda sobrecarrega as peças mecânicas sem trazer ganho real de conforto, podendo deixar o ambiente frio demais de madrugada e atrapalhar o sono.
Por que 25 °C é o ponto de equilíbrio
A recomendação de Singapura aponta os 25 °C como o patamar que concilia conforto térmico com economia de energia. Subir poucos graus no termostato, em vez de deixá-lo no mínimo, já reduz o esforço do aparelho ao longo da noite. A redução do consumo diminui a conta de luz, a pressão sobre a rede de distribuição e as emissões de poluentes ligadas à geração de energia. Um vídeo do canal CNA Insider, no YouTube, detalha como essa mudança de poucos graus impacta o consumo elétrico.
O papel do compressor no gasto de energia
O compressor é a peça central do sistema de refrigeração — é ele quem consome mais eletricidade ao empurrar o fluido refrigerante pelas serpentinas do aparelho, retirando o calor do quarto e jogando-o para fora. Quando o termostato é ajustado muito abaixo do ideal, esse componente precisa trabalhar na capacidade máxima por períodos mais longos. Manter a temperatura num patamar moderado, como os 25 °C sugeridos, reduz essa carga sobre o compressor. Com menos esforço mecânico, o equipamento tende a preservar melhor sua vida útil, além de gastar menos energia durante a noite inteira.
Como manter o quarto fresco sem exagerar no consumo
Usar um ventilador de teto ou de chão junto com o ar-condicionado ajuda a espalhar o ar frio por todo o cômodo. Com a circulação melhor distribuída, dá para manter o termostato num nível mais alto sem perder a sensação de frescor. Fechar bem portas e janelas também evita a entrada de ar quente vindo de fora, o que faria o motor trabalhar sem parar. Esse cuidado simples, somado ao ajuste do termostato por volta de 25 °C, é o que torna a noite fresca sem pesar demais na fatura de luz.
Opinião
A recomendação da National Environment Agency é um lembrete importante sobre como pequenas mudanças podem impactar significativamente o consumo de energia e o conforto em nossas casas.





