A Positivo Tecnologia é a responsável pela fabricação das versões mais recentes da urna eletrônica brasileira, incluindo os modelos UE2020 e UE2022, que são utilizados pela Justiça Eleitoral. Contudo, é importante destacar que a empresa não controla o equipamento nem o software que registra os votos.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o órgão que define a arquitetura e os requisitos técnicos e de segurança das urnas, além de acompanhar sua produção. A função da fabricante é apenas produzir o hardware de acordo com as especificações estabelecidas pelo tribunal.
Histórico de Produção
A Positivo venceu a licitação em 2020 para fabricar o modelo UE2020, entregando um total de 224.999 unidades até 2022. A produção do modelo UE2022 foi finalizada em abril de 2024, com 219.998 urnas fabricadas.
Desde a introdução das urnas eletrônicas no Brasil em 1996, quatro fabricantes diferentes contribuíram para a produção de equipamentos eleitorais. A Positivo se juntou a esse grupo ao vencer as concorrências para os modelos mais recentes.
Processo de Licitação e Desenvolvimento
O processo de fabricação das urnas é rigoroso e supervisionado pelo TSE. O edital para a contratação de fabricantes pode ultrapassar 500 páginas, contendo requisitos técnicos e de segurança. Além disso, a produção é acompanhada por técnicos do tribunal, garantindo que as especificações sejam seguidas.
O TSE também informa que os programas utilizados nas urnas são desenvolvidos internamente pela sua equipe técnica, com um ecossistema que inclui 28 aplicativos e cerca de 90 softwares destinados às eleições, todos com códigos-fonte produzidos dentro do tribunal.
Opinião
A separação entre desenvolvimento e produção é crucial para garantir a segurança e a integridade do sistema eleitoral brasileiro, refletindo um modelo que tem se mostrado eficaz ao longo dos anos.





