A Polícia Federal agendou os depoimentos do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto, para a próxima semana. O inquérito investiga supostas fraudes relacionadas ao liquidado Banco Master.
Os depoimentos estão marcados para os dias 5, 6 e 7 de outubro de 2026, respectivamente. Além de Galípolo e Campos Neto, também foram convocados como testemunhas o presidente do Conselho de Administração do BTG Pactual, André Esteves, e o atual diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino.
Investigação sobre fraudes
A investigação da PF tem como um dos principais alvos Paulo Sérgio Souza, ex-diretor do Banco Central, que é suspeito de ter recebido propina do ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro para favorecer o Banco Master. Souza nega as acusações, e sua defesa busca convencer os investigadores de que ele não atuou para beneficiar a instituição nos processos conduzidos pelo BC.
Além dos depoimentos, uma sindicância interna foi aberta por determinação de Galípolo no final de 2025, que investiga as atuações de Souza e de Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária (Desup). As informações coletadas foram encaminhadas à PF.
Contexto do caso
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central após a descoberta de fraudes bilionárias. Souza, que ocupava a Diretoria de Fiscalização do BC, foi afastado por decisão do Supremo Tribunal Federal. Durante o inquérito, ele afirmou ter discutido com Galípolo e Aquino sobre as irregularidades atribuídas ao Banco Master antes de sua liquidação.
Em depoimento, Vorcaro admitiu ter feito um “agrado” a Souza, apoiando uma viagem da família dele à Disney, mas negou que Souza tenha favorecido o Banco Master em processos no Banco Central.
Opinião
A investigação da PF levanta questões cruciais sobre a integridade das instituições financeiras e a responsabilidade de seus dirigentes, refletindo a necessidade de maior transparência no setor.





