No último pregão antes do primeiro turno das eleições presidenciais, o Ibovespa ganhava fôlego e, por volta das 14h55 (de Brasília), subia 1,60%, aos 190.202 pontos, perto da máxima do dia, que foi de 190.344 pontos. Operadores ouvidos pelo Valor destacam que fundos quantitativos estavam atuando para trazer a bolsa para baixo, mas o mercado local reagiu positivamente, impulsionado pela expectativa de um resultado mais favorável a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Desempenho do Mercado
As ações blue chips apresentaram forte valorização, contribuindo para o desempenho do índice. O setor bancário teve firme valorização, assim como as ações ligadas a commodities. Além disso, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2028 caiu para 13,530%, enquanto a do DI de janeiro de 2029 oscilava entre 13,82% e 13,780%.
Impactos Externos
No cenário internacional, os Estados Unidos criaram 29 mil vagas em setembro, número abaixo do esperado, o que impactou os mercados. O dólar comercial operava perto da estabilidade, cotado a R$ 5,2210, em um dia instável. Apesar disso, as bolsas de Nova York seguiam em firme valorização, com o setor de tecnologia avançando quase 1%.
Expectativas e Reações
Os dados mais fracos do que o esperado do mercado de trabalho nos EUA provocaram um alívio inicial, mas os rendimentos dos Treasuries começaram a subir. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, teve uma queda de 0,18%, aos 101,912 pontos.
Opinião
A expectativa de resultados favoráveis nas eleições pode ter um impacto significativo no mercado, refletindo a confiança dos investidores em um cenário político mais estável.





