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Ministério da Justiça apreende 598 celulares em prisões e mobiliza 4.212 policiais

Ministério da Justiça apreende 598 celulares em prisões e mobiliza 4.212 policiais

A Operação MUTE, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), resultou na apreensão de 598 celulares em estabelecimentos prisionais entre os dias 21 e 25 de setembro de 2026. A operação, que mobilizou 4.212 policiais penais, abrangeu 107 estabelecimentos prisionais e envolveu a revista de 3.604 celas.

As unidades participantes custodiavam mais de 88 mil pessoas privadas de liberdade, e o objetivo da operação foi localizar e retirar celulares e outros materiais ilícitos, interrompendo comunicações proibidas dentro das prisões. O secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, destacou a importância da atuação integrada entre a União e os estados, afirmando que cada aparelho retirado reduz as possibilidades de comunicação ilícita.

Resultados da Operação MUTE

Desde maio de 2026, a Operação MUTE já mobilizou 17.555 policiais penais, alcançando 419 estabelecimentos prisionais e resultando na revista de 13.799 celas, além da apreensão total de 3.045 celulares. A operação faz parte de uma agenda nacional do MJSP que também incluiu entregas de equipamentos e capacitações.

Investimento em tecnologia e capacitação

No Rio de Janeiro, o ministro Wellington César Lima e Silva entregou novos equipamentos durante um evento no Tribunal de Justiça do Estado, integrando um investimento total de R$ 27,7 milhões em tecnologia para segurança prisional até o fim de 2026. O estado recebeu três kits de varredura e um georradar, além de dois scanners corporais.

As capacitações em segurança prisional foram realizadas em diversos estados, incluindo a Bahia e Goiás, preparando os policiais penais para operar e analisar imagens de equipamentos de segurança. O cronograma de capacitação se estenderá para outros estados nos próximos meses.

Opinião

A continuidade das operações e investimentos em tecnologia são essenciais para garantir a segurança nas prisões e combater o crime organizado de forma eficaz.