Eleições

Juros futuros sobem e Tesouro Nacional enfrenta rejeição em leilão antes das eleições

Juros futuros sobem e Tesouro Nacional enfrenta rejeição em leilão antes das eleições

Os juros futuros registram alta na tarde desta quinta-feira (1), com o mercado local sendo impactado por um ambiente externo adverso. A pressão sobre as taxas de juros é notável, especialmente nos vértices de longo prazo da curva a termo.

Por volta das 13h30, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2028 subiu de 13,55% para 13,565%. Para janeiro de 2029, a taxa avançou de 13,765% para 13,80%, enquanto a taxa para janeiro de 2031 aumentou de 13,945% para 14,015%.

Pressão Externa e Preocupações com o Petróleo

No cenário internacional, a aversão ao risco levou investidores a buscarem segurança nos Treasuries dos Estados Unidos, resultando em uma queda nas taxas nominais americanas. O rendimento da T-note de dez anos caiu de 5,291% para 5,240%.

A preocupação com possíveis restrições nas exportações de diesel pelo governo dos Estados Unidos, além dos riscos associados à guerra no Oriente Médio, contribuiu para a alta do petróleo Brent, que opera perto de US$ 101 por barril.

Expectativa Eleitoral e Leilão do Tesouro

A apenas dois dias úteis do primeiro turno das eleições presidenciais, os investidores adotam uma postura cautelosa, aguardando a nova pesquisa Datafolha e o debate entre os candidatos na TV Globo, que não contará com a participação do presidente Lula (PT).

Essa cautela se refletiu no leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional, realizado nesta quinta-feira. Foram ofertados 21,3 milhões de papéis, mas a aceitação foi baixa, especialmente para papéis de prazos mais longos. Entre os 17,4 milhões de LTNs e NTN-Fs vendidas, mais de 11 milhões concentraram-se em vencimentos de até dois anos. O Tesouro não realizou colocações de NTN-F para janeiro de 2037, o papel prefixado de maior prazo atualmente ofertado.

Opinião

A alta das taxas de juros e a rejeição no leilão do Tesouro evidenciam a fragilidade do mercado diante de um cenário externo incerto e a expectativa eleitoral que paira sobre os investidores.