O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, prestou depoimento à Polícia Federal (PF) no dia 30 de outubro e negou qualquer participação em atos violentos ou intimidações. Durante o depoimento, ele afirmou não conhecer a existência dos grupos denominados como “A Turma” ou “Os Meninos”.
A defesa de Vorcaro declarou que, com o acesso ao inquérito, ficou claro que essas expressões nunca designaram grupos específicos ou estruturas organizadas. Além disso, a defesa ressalta que não há práticas criminosas que possam ser atribuídas a ele.
Multa e Investigações
Recentemente, a CVM multou Vorcaro em R$ 20 milhões por fraude em um fundo imobiliário. A existência dos grupos foi descoberta pela PF através de mensagens do celular de Vorcaro, que indicaram atividades ilícitas.
O grupo, segundo as investigações, era comandado por Henrique Vorcaro, pai de Daniel, que também prestou depoimento à PF e negou ser o articulador de A Turma.
Sicário e Suicídio
Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, atuava como gerente do grupo e foi preso durante a Operação Compliance Zero, mas cometeu suicídio na cela da PF em Belo Horizonte.
Durante seu depoimento, Daniel afirmou conhecer apenas Mourão, com quem tinha um contrato formal de prestação de serviços de inteligência e segurança digital. A defesa de Vorcaro pediu a revogação da prisão preventiva, argumentando que não há mais motivos para que ele permaneça preso.
Opinião
A situação de Daniel Vorcaro levanta questões sobre a eficácia das investigações e a relação entre o poder econômico e a lei no Brasil.





