O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou uma inflação de 1,57% em setembro de 2026, conforme dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) no dia 29 de setembro. Este aumento é significativo, especialmente considerando que no mês anterior, o indicador havia apresentado uma deflação de 0,22%.
Com essa nova alta, o IGP-M acumula uma inflação de 3,34% nos últimos 12 meses e de 3,45% somente neste ano. Para comparação, em setembro de 2025, o índice havia registrado uma taxa de 0,42% no mês e 2,82% em 12 meses.
Componentes da Alta
A alta do IGP-M foi puxada principalmente pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação do atacado. O IPA passou de uma deflação de 0,34% em agosto para uma inflação de 2,08% em setembro. Além disso, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que reflete o varejo, também teve uma alta, subindo de uma deflação de 0,41% em agosto para 0,50% em setembro.
Por outro lado, o Instituto Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou uma inflação mais moderada de 0,25% em setembro, em comparação com 0,41% em agosto.
Impactos e Expectativas
Esses dados suscitam preocupações sobre a trajetória da inflação no Brasil, especialmente em um cenário onde a projeção de inflação já foi elevada para 4,99% e as expectativas de crescimento do PIB continuam incertas. A divulgação desses números pela FGV pode levar a um aumento na vigilância sobre as políticas monetárias e fiscais do país.
Opinião
O aumento do IGP-M reflete não apenas a pressão inflacionária, mas também a necessidade de um acompanhamento mais rigoroso das políticas econômicas para garantir a estabilidade financeira no Brasil.





